O próximo leilão A-6 deve contratar em torno de 4 GW de termelétricas a gás natural, o que representa até três projetos a mais do que a última concorrência, realizada em dezembro do ano passado, que contratou duas usinas da fonte, com 1,9GW de capacidade total. Já o custo variável unitário das usinas deve ficar na faixa entre R$ 100 por MWh a R$ 120/MWh.
O analista de mercado da Safira Energia, Lucas Rodrigues, disse à Brasil Energia que têm mais chance de ter energia contratada projetos próximos aos centros de carga. Isso significa que deverá ser mantida a tendência de contratação de poucas térmicas a gás, mas de localização estratégica e pontual, principalmente para balancear a oferta das renováveis intermitentes.
Rodrigues explicou que o CVU previsto, aliado à regra da inflexibilidade de 50% para as usinas, permitirá que elas possam gerar energia na base. Isso porque o baixo custo de geração permitirá que sejam enquadradas na regras de despacho por mérito.
Mais estrangeiros
O analista da Safira também citou que pode ocorrer um apetite maior por participação de agentes estrangeiros nas térmicas a gás e citou como exemplo o que ocorreu no leilão A-6 do ano passado, com a Mitsubishi Hitachi Power Systems Américas e o projeto Marlim Azul, além da possível participação de fundos de investimento.
“Há um apetite por parte dos investidores que, antes do A-6 do ano passado, não contratavam térmicas a gás”, disse.
Estão cadastrados 57,9 GW de projetos de geração para o leilão A-6, que será realizado no próximo dia 31/8 e contratará energia nova para entrega a partir de 2024. Térmicas a gás correspondem à maior parte da capacidade cadastrada, com 27.608 MW de 36 projetos. São seguidas de perto pelas 926 usinas eólicas cadastradas, que somam 27.058 MW.
Fonte: Brasil Energia Online
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