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Petróleo fecha em alta de mais de 1%, com risco sobre oferta

Os preços do Brent e do WTI fecharam a sessão desta terça-feira (18) em alta, com o impulso derivado de riscos à oferta, associados às sanções dos Estados Unidos ao Irã, bem como por tensões entre Rússia e Israel, que contribuem para acirrar a percepção de risco geopolítico no Oriente Médio. Além disso, há certa cautela do mercado quanto à reunião, no fim do mês, do comitê de monitoramento dos cortes de produção da Opep e de parceiros do cartel.

Assim, os contratos do Brent para novembro fecharam a sessão desta terça-feira em alta de 1,25%, a US$ 79,03 por barril, na ICE, em Londres, enquanto os do WTI para o mesmo mês avançaram 1,32%, a US$ 69,59 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Risco geopolítico

Uma série de fatores contribuiu para dar sustentação aos preços nesta sessão, entre os quais comentários de autoridades sauditas de que se sentem confortáveis com o Brent acima de US$ 80 e a acusação da Rússia de que houve envolvimento de Israel, ainda que indireto, na queda de um avião de reconhecimento russo sobre o Mediterrâneo, o que contribui para acirrar o risco geopolítico no estratégico Oriente Médio.

O avião foi abatido pelo sistema de defesa antiaérea da Síria, causando a morte de 15 tripulantes, segundo a Rússia, que aponta que a aeronave teria sido confundida pelos sírios, na noite de segunda-feira (17), com jatos israelenses.

Guerra comercial

Tais fatores parecem se sobrepor, no curto prazo, às preocupações mais amplas sobre o comércio exterior, após a imposição de tarifas de 10%, anunciada ontem pelos EUA, a US$ 200 bilhões em bens importados da China ‒ acrescentadas a um volume anterior de US$ 50 bilhões. E a indicação americana é de que novas sobretaxas venham a ser adotadas, caso os chineses reajam, numa escalada de ações e reações que afetaria a perspectiva de crescimento mundial e, dessa forma, a demanda por commodities.

Cerca de 2,5% do volume de comércio mundial é agora afetado por cotas de importação mais elevadas, aponta o banco holandês ING. Antes do anúncio de segunda, o percentual do comércio mundial “diretamente afetado pela guerra comercial dos EUA” era de cerca de 1%.

Se o governo americano concretizar as ameaças de mais tarifas, o montante pode subir para 4%. Apesar de os 2,5% “parecerem pouco, as tarifas vão perturbar as cadeias de fornecimento chinesas e americanas e, por isso, triplicar os efeitos sobre o comércio mundial”, aponta o ING.

 

Fonte: Valor Online

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