Oferta de gás liquefeito chega a 20,5 milhões de m³/dia com parada da produção da plataforma do Campo de Mexilhão
A parada programada da plataforma do campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, impactou a oferta de gás natural ao longo do mês de agosto e elevou a oferta de Gás Natural Liquefeito (GNL) para o maior nível desde novembro de 2015. De acordo com o Boletim de Acompanhamento da Indústria do Gás Natural, do MME, houve ampliação para 20,5 milhões de m³/dia na regaseficação de GNL, contra 13,4 milhões de m³/dia observados em julho. Em novembro de 2015, foram injetados na rede 20,98 milhões de m³/dia de GNL naquele mês.
O terminal de regaseificação da Baía de Guanabara (RJ) foi o responsável pelo acréscimo da entrada de GNL no mercado nacional em agosto, após vários meses em ociosidade. Foram regaseificados nesse terminal 8,03 milhões de m³/dia.
Além de novembro, outros dois meses em 2015 superaram a marca de regaseificação de 20 milhões de m³/dia: agosto (20,22 milhões de m³/dia) e abril (23,33 milhões de m³/dia). Aquele foi um dos anos em que mais houve oferta de GNL no país, época em que o governo chegou a considerar a hipótese de substituir termelétricas a óleo combustível para gás liquefeito, possibilitando a geração de energia mais barata.
Por outro lado, o consumo do gás boliviano permaneceu praticamente estável com relação a julho. No oitavo mês do ano, passaram, em média, 24,06 milhões de m³/dia, contra 23,63 milhões de m³/dia no mês anterior. No total, considerando o GNL e a oferta boliviana, o gás importado pelo Brasil chegou a 44,60 milhões de m³/dia contra 37,02 milhões de m³/dia verificados no mês anterior.
Oferta nacional
Pelo lado da oferta nacional, houve retração de 57,8 milhões de m³/dia para 47,8 milhões de m³/dia. Já a produção nacional total – incluindo reinjeção, absorção em UPGNs e consumo nas próprias plataformas – caiu de 116 milhões de m³/dia para 106,4 milhões de m³/dia.
A demanda acompanhou o ritmo da oferta nacional e registrou retração quando comparada com julho: em agosto chegou a 86,6 milhões de m³/dia contra 89,6 milhões de m³/dia, devido ao menor consumo por parte do segmento termelétrico.
Fonte: Brasil Energia Online
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