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GEO Energética inicia produção de biometano no Paraná

A GEO Energética colocou em operação uma unidade de purificação de biogás, para produção de biometano para uso como combustível veicular. A unidade está localizada em sua planta de biogás, instalada desde 2012, na usina de açúcar e álcool da Coopcana, em Tamboara (PR).

Com investimento de R$ 4 milhões, a unidade possui capacidade de geração de 140 Nm³ de biometano por hora, o que representa cerca de 1.800 Nm³/dia do combustível, suficiente para abastecer 90 veículos por dia. Na fase inicial, o biometano será testado em veículos, caminhões e tratores, segundo explicou Karina Lassner, diretora da Acesa Bioenergia, parceira no empreendimento. O último teste, por exemplo, realizado nesta semana, foi com um Audi A5 Sportback g-tron, terceiro modelo da montadora alemã que permite a escolha do cliente pelo abastecimento com GNV, biometano ou gasolina.

Apesar de se tratar de unidade feita com o propósito de aprender a produção, a geração diária poderá também ser transportada por caminhão para alimentar posto de combustível na região, além de alguns veículos da usina de açúcar e álcool.

A possibilidade maior, porém, deve ser a de ampliar a produção de biometano no local, que pode chegar a 50 mil m³ por dia. Isto deve ocorrer em função da ampliação da produção de biogás, programada para 2019, para atender o aumento na geração de energia injetada na rede e vendida no mercado livre, segundo Alessandro Gardemann, diretor da GEO Energética. Hoje, a capacidade da usina a biogás é de 4 MW, com dois geradores de 2 MW, e será elevada para 10 MW, com mais dois geradores de 3 MW cada, já adquiridos e instalados no local.

Para isso, além dos dois atuais biodigestores verticais, que recebem resíduos sólidos da usina (tortas de filtro e palhas), e do horizontal para vinhaça, serão acrescentados, em 2019, mais dois biodigestores verticais. “Precisamos do mix de resíduos, porque só com a vinhaça a produção não tem estabilidade, por ser um efluente com baixa intensidade energética e oscilante durante a safra”, explica.

Com a ampliação, só de vinhaça o aproveitamento passará a ser de 8 mil m³ dia, contra mil m³ dia consumidos atualmente, além do grande volume de resíduos de torta de filtro.

RenovaBio

Já há interesse declarado da Coopcana, que processa quatro milhões de toneladas de cana ano, de ter, no futuro, biometano disponível para substituir os dois milhões de litros por mês de diesel consumidos em seus 110 caminhões (próprios e terceirizados), 40 colheitadeiras, 140 tratores, 15 pás carregadeiras, três motos niveladoras e três escavadeiras hidráulicas.

Além da questão do custo, o interesse da usina em melhorar sua pegada de carbono se explica pela possibilidade de aumentar sua pontuação na emissão de Créditos de Descarbonização (CBIos), ativos financeiros que serão criados pela nova política de biocombustíveis, o Renovabio, programado para começar a valer em 2020.

“Hoje a usina de biometano consome menos de 10% do biogás produzido, em torno de 2400 Nm³, mas, mesmo assim, equivale a 1600 litros de diesel equivalente dia”, lembra Gardemann. Segundo ele, mesmo sem ser um volume expressivo, a unidade não precisa de subsídio e se paga por gerar um biocombustível mais barato que o diesel. Até o momento já foram investidos na usina a biogás da GEO Energética cerca de R$ 50 milhões.

A planta de biometano eleva o percentual de metano de 60% para 96%, e utiliza a tecnologia de adsorção por variação de pressão (PSA, em inglês), tecnologia da alemã Carbotek. A unidade é em contêiner, que pode ser deslocado para outro local, e se conecta por tubulação com a corrente de biogás produzida pela GEO Energética.

 

Fonte: Brasil Energia Online

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