Tipo de operação pode contribuir ainda para absorver volume de gás produzido nos campos do pré-sal
A instalação de novos gasodutos no Brasil somente será viável com a entrada em operação de termelétricas a gás natural na base. A análise é do diretor da Ecom Gás, Percival Amaral, que acredita ainda que as térmicas na base podem contribuir também para viabilizar o próprio gás produzido nos campos do pré-sal, que precisa de uma destinação por ser associado ao petróleo.
O segmento industrial, segundo ele, não pode ser considerado um indutor para viabilizar novos gasodutos, já que o desenvolvimento da nova infraestrutura de escoamento é lento e necessita de consumo em larga escala, como as térmicas que consomem entre 5 milhões a 7 milhões de m³/dia. As indústrias necessitam de novas áreas para construção de unidades de produção, o que requer tempo, ao passo que térmicas levam entre três e quatro anos para serem construídas.
Ele lembra que o próprio Gasbol, hoje considerado uma estrutura essencial para o abastecimento de gás do país, demorou para atingir seu uso pleno. Nos primeiros anos da operação, lembra, o gasoduto ficou subutilizado.
A necessidade de implantar novos gasodutos se faz ainda caso o mercado se desenvolva de forma mais rápida, já que grande parte da capacidade dos gasodutos de transporte existentes está contratada para o escoamento da produção da Petrobras.
O acesso à infraestrutura de gasodutos é um dos itens mais importantes do programa Gás para Crescer, pois são eles que permitirão aos novos ofertantes injetar seu produto para o envio ao comprador da molécula. A rede brasileira atual é considerada pequena quando comparada com outros países, tendo cerca de 9 mil km de extensão, concentrados principalmente na costa.
Fonte: Brasil Energia
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