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Abegás divulga cenários para o preço do gás

Se demanda fosse ampliada em 6 milhões de m³/dia em São Paulo, redução poderia chegar a 22% até 2029, projeta a associação

Com incentivos certos, ampliando a demanda para diferentes segmentos, o preço do gás poderia cair como espera o governo com o Novo Mercado do Gás. Mas tudo dependerá de políticas de estímulo e decisões corretas, que afetarão o novo desenho do mercado.

Uma simulação feita pela Abegás, tomando como base o estado de São Paulo, e incentivando o uso do gás para determinados segmentos, o preço final do energético poderá cair até 22% até 2029. Mas isso só ocorreria em um cenário favorável, com acréscimo hipotético de pelo menos mais 3 milhões de m³/dia de demanda para uso automotivo; mais 1 milhão de m³/dia para climatização; e mais 2 milhões de m³/dia, destinado para cogeração.

O estudo da associação que reúne as distribuidoras de gás também simulou um cenário adverso, com redução de 3% na demanda, desestimulada por políticas públicas falhas e oportunidades perdidas para o desenvolvimento do mercado. Nesse contexto mais pessimista, a simulação resulta em aumento de 4% no preço, tendo como base o mercado paulista.

O diretor de Estratégia e Mercado, Marcelo Mendonça, lembrou, no entanto, que a margem de distribuição na tarifa final de gás corresponde a 17%, enquanto o custo da molécula chega a 46% e os impostos, a 24%. Para as termelétricas, que são, ao lado da indústria, as maiores consumidoras de gás, a margem da distribuição é menor, chegando a apenas 6%, enquanto o custo do gás acrescido pela margem de transporte totaliza 80%.

Diante desse cenário, no que diz respeito às distribuidoras, a única saída é ampliar a saturação, conectando mais clientes onde já existe uma rede já estruturada, e a ampliação física, conectando mais consumidores. “A única forma de baratear é aumentando a massa de clientes. Se isso não ocorrer, não tem como reduzir a tarifa”, explicou.

A tarifa de gás para a indústria no Brasil é mais cara do que em diversos países da Europa, como França, Áustria, Holanda e Alemanha, por exemplo, onde fica abaixo dos US$ 10 por milhão de BTU, já considerando os impostos, contra cerca de US$ 15 por milhão de BTU no mercado brasileiro.

 

Fonte: Brasil Energia

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