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Petrobras adia prazo de entrega de propostas vinculantes por Liquigás

As empresas interessadas na aquisição da distribuidora de gás liquefeito (GLP) Liquigás solicitaram à Petrobras o adiamento do prazo final de propostas, conforme antecipado ontem pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor. As ofertas vinculantes teriam que ser entregues ontem mas, acatando a solicitação dos interessados, a estatal adiou para o dia 16 deste mês.

Conforme uma fonte, há uma composição de consórcios e quem está entrando agora precisa de mais tempo para fazer “due diligence” (auditoria) na companhia. Os consórcios são formados por investidores financeiros e operadores desse mercado.

Alguns deles já tinham se aliado na fase não vinculante, mas outros foram chamados pela Petrobras para a segunda fase de negociações ainda sem composição completa para o lance.

Os investidores se juntam para arcar com o custo da aquisição, estimado entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,5 bilhões, e também para atender as exigências do processo competitivo. Para os operadores do mercado de GLP que já tem 10% do mercado, a participação só pode ser de 30% no consórcio. Investidores puramente financeiros precisam ter mais de US$ 1 bilhão (quase R$ 4 bilhões) sob gestão. O Santander é o banco que assessora a Petrobras na negociação.

A Liquigás atua no envasamento, distribuição e comercialização de GLP no Brasil por meio dos segmentos de negócios engarrafados e a granel, totalizando 22% de participação de mercado. No ano passado, a receita líquida foi de R$ 4,78 bilhões, com lucro líquido de R$ 148 milhões.

A Liquigás tem 23 centros operacionais e 16 armazéns. Conta ainda uma rede de mais de 4.800 distribuidores próprios, que atendem cerca de 35 milhões de consumidores residenciais por mês.

 

Fonte: Valor Econômico

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