Petrobras tem até o começo de outubro para informar suas demandas de entrada e saída na rede da empresa de transporte
A Petrobras tem até o dia 6/10 para informar à transportadora de gás natural TAG suas demandas de entrada e saída de gás na rede da empresa. Só a partir daí a TAG vai começar a calcular a capacidade excedente que será oferecida ao mercado em chamada pública. Com isso, o diretor-presidente da companhia, Gustavo Labanca, acredita que uma chamada pública de oferta de capacidade na TAG deve acontecer apenas em 2020. “Provavelmente, mais para o fim do ano”, avalia.
Labanca ressaltou que é a favor da abertura do mercado de gás, desde que a transição respeite os contratos firmados e preserve a receita da empresa. Os primeiros contratos da TAG vencem em 2023. Por enquanto, mais do que expandir capacidade, a empresa vê a necessidade de conectar novos pontos de oferta à sua malha.
Para o executivo, os prazos de abertura estabelecidos pelo Novo Mercado de Gás são razoáveis, dado o horizonte dos projetos nesse setor. Mas é preciso agir. “O Brasil precisa se preparar como país, para não perder essa oportunidade”, diz.
Estocagem
Para dar flexibilidade e segurança ao mercado brasileiro de gás natural, a estocagem terá papel importante, avalia Labanca. A prática pode ajudar a reduzir o efeito de sazonalidade da geração térmica.
A TAG tem interesse em atuar nesse segmento no Brasil e, de acordo com seu diretor-presidente, já tem locais mapeados. A opção da empresa seria por campos depletados onshore. A escolha final, no entanto, depende de acesso às informações dessas áreas, que pertencem à Petrobras.
Para o diretor comercial da Angra Energy Partners, Andrew Haynes, há um vácuo na regulamentação das atividades de estocagem de gás natural no Brasil. “O TCC entre o Cade e a Petrobras não incluiu a necessidade de a empresa se desfazer dos campos depletados para a criação de estoques”, afirma.
Isso pode ser uma barreira para o desenvolvimento do mercado, avalia Haynes. “E a estocagem é fundamental, porque o gás natural no Brasil é associado à produção de petróleo. Ou seja, você tem uma produção invariável, que precisa ser escoada, para uma demanda que é variável”, comenta.
Fonte: Brasil Energia
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