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Golar testa caminhão movido a GNL

A multinacional do setor de gás natural liquefeito (GNL) Golar Power, joint venture formada pelo grupo norueguês Golar e o fundo americano Stonepeak, com investimentos de R$ 7 bilhões no Brasil, firmou parceria com a empresa de logística Alliance GNLog para a criação de uma infraestrutura de abastecimento de caminhões movidos a GNL no país.

O acordo, que será anunciado na próxima semana, durante o Fórum Sergipano de Petróleo & Gás, em Aracaju (SE), prevê a viabilização, pela Alliance GNLog, de uma frota de caminhões movidos a GNL, enquanto a Golar ficará responsável pelo abastecimento dos veículos. Nesta primeira etapa, serão colocados em operação quatro caminhões do tipo, fabricados na China e que já se encontram no Brasil. A meta, porém, é chegar a 1 mil unidades até o fim de 2020, com investimentos de, pelo menos, US$ 120 milhões.

O investimento total e os benefícios estimados pela parceria, como a geração de empregos, serão bem “mais relevantes”, segundo o presidente global da Golar Power, Eduardo Antonello. O executivo lembra que os veículos são inicialmente importados, mas a ideia é que, até o fim de 2022, sejam montados no Brasil. Além disso, haverá investimento nas construções de bases de apoio, onde o GNL for disponibilizado pela companhia.

De acordo com Ricardo Rezende, diretor geral da Alliance GNLog, neste momento, os caminhões serão utilizados para serviços de frete ou serão disponibilizados, por meio de aluguel por exemplo, para realização de serviços de transporte de cargas.

Antonello explica que a estratégia da Golar Power, com a parceria, é colaborar com a indústria e incentivar a expansão do setor de gás natural do Brasil, a partir dos processos de abertura de mercado, em curso pelo governo federal, e de reforma do marco regulatório.

“O motivo da parceria é realmente abrir o mercado. Se esperássemos que alguém fosse comprar um caminhão a GNL, sem que fosse viabilizado o suporte técnico, o combustível, a distribuição, a manutenção, ninguém iria comprar um. Esperamos que os fabricantes de caminhões se sintam confortáveis para introduzir esses veículos no Brasil. Estamos abrindo caminho para a indústria”, disse ele.

Segundo o vice-presidente executivo da Golar Power, Marcelo Rodrigues, a ideia é atuar de forma colaborativa com as distribuidoras de gás natural do país, levando o energético para localidades onde ele não é disponível hoje, por meio do sistema de abastecimento dos caminhões.

Também faz parte da estratégia da companhia a redução de custo e de impacto ao meio ambiente. Segundo a empresa, o mercado brasileiro de diesel é de cerca de 48 milhões de toneladas/ano, equivalente a 2 bilhões de BTU/ano. Pelos estudo da Golar, cada dólar por bilhão de BTU economizado com a mudança para GNL acarreta em economia anual de R$ 2 bilhões.

De acordo com a Golar Power, o projeto para o Brasil prevê a instalação de 35 postos de abastecimentos, em onze eixos de corredores rodoviários por onde há intenso fluxo de transporte de carga e escoamento da produção agrícola.

Segundo Rezende, os caminhões têm autonomia da ordem de 1 mil km, considerando 900 litros de GNL de tancagem.

 

Fonte: Valor Econômico

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