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Em entrevista ao EPBR, presidente da Abegás fala sobre os efeitos da pandemia no mercado de distribuição e explica propostas para aprimorar PL da ‘Nova Lei do Gás’

O presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon, concedeu na quinta (02) uma entrevista à agência de notícias epbr. Na live, Salomon comentou os impactos econômicos, no mercado de distribuição, causados pela pandemia do covid-19, e falou sobre as soluções buscadas pela Abegás para atenuar esses efeitos da pandemia sobre o setor de gás junto à Petrobras, ao MME e ao BNDES.  “Independentemente do modelo financeiro, da engenharia financeira que venha a ser montado, o grande risco é que a inadimplência sempre cai no colo da distribuidora de gás. E nessa cadeia de distribuição, mais ou menos 17% é o que fica na caixa da distribuidora; 83% é o resto da cadeia”. “O importante é que nesse período tudo funcionou muito bem. A gente tem dado toda a segurança, o suporte e o atendimento ao mercado. Temos tido uma linha de conversa muito franca com a Petrobras. Estamos aguardando uma posição do Ministério de Minas e Energia por conta de uma resolução do Banco Central do Brasil”, disse ele, explicando a necessidade de uma flexibilização dessa resolução (que prevê condições distintas para empresas de economia mista) para que as tenham a possibilidade de pleitear empréstimos ao BNDES em melhores condições. distribuidoras.

O presidente executivo da Abegás falou ainda sobre o resultado das chamadas públicas abertas pelas distribuidoras, abertas em 2018 com o objetivo de receber propostas para a aquisição de gás, e explicou as dificuldades das concessionárias para adquirir o insumo de outros supridores. “Não tivemos outro ofertante que garantisse o suprimento”. “O que falta, de fato, são novos supridores para garantir o mercado livre de gás”, afirmou. “O Novo Mercado de Gás só faz sentido se houver novos supridores de gás”. O presidente executivo da Abegás explicou, ainda, a visão da Abegás sobre o PL 6407 (“Nova Lei do Gás”), mencionando quais pontos poderiam ser aprimorados para garantir mais efetividade aos resultados do projeto. “A lei não prevê, por exemplo, térmicas inflexíveis”, disse ele, defendendo o planejamento de usinas no interior próximas a gasodutos. “É fundamental um mercado firme”.

Salomon também falou sobre a reinjeção. “É importante ter um sinal de planejamento mais longo”, disse ele, explicando que o Plano Decenal de Energia (PDE) precisa dar um sinal de que *o planejamento ampliará a participação do gás natural como fonte de geração termelétrica e de que haverá leilões para entregar esse gás em 2025 ou 2026. “É importante que o produtor tenha esse sinal”. “É preciso repensar não a reinjeção, mas como criar infraestrutura para dar vazão a esse gás que vai vir [do Pré-Sal]”, afirmou Salomon, defendendo a necessidade de encontrar um modelo de financiamento de investimentos em infraestrutura básica. Ele disse ainda que trabalho recente do BNDES sobre o mercado de gás aponta a necessidade de construção de infraestrutura e de sua interiorização. Salomon falou ainda sobre temas como consumidor livre, Gasbol e a necessidade de um operador do sistema no processo de abertura do mercado.A entrevista foi conduzida por dois jornalistas do epbr: Felipe Maciel e Gustavo Gaudarde.

Assista à engtrevista na íntegra

https://www.youtube.com/watch?v=oIKqqUeIYFw

 

Fonte: YouTube

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