Os benefícios previstos em termos de geração de emprego e renda, por meio do projeto de lei (PL) 6.407/2013, conhecido como a Nova Lei do Gás e previsto para ser votado pela Câmara dos Deputados na próxima semana, podem levar até cinco anos para serem de fato alcançados. A expectativa é do presidente da Anace, Carlos Faria.
“A aprovação do PL não é uma garantia certa de que tudo vai acontecer. É apenas o primeiro passo de que vamos ter acesso a esse gás”, disse o executivo à MegaWhat. Segundo ele, ainda será necessário um amplo trabalho de regulação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, além das aprovações de leis estaduais relativas ao setor.
Faria explicou que projetos já em andamento, como o Rota 3, gasoduto que ligará o pré-sal da Bacia de Santos ao Comperj, em Itaboraí (RJ), o Porto do Açu (RJ) e o terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) de Sergipe estão mais avançados e serão rapidamente implementados. Os benefícios totais do Novo Mercado de Gás, como a redução em 50% do custo do energético, para cerca de US$ 7 por milhão de BTU e o destravamento de R$ 40 bilhões em investimentos, só devem ser atingidos ao longo de cinco anos.
Lucien Belmonte, superintendente da Abividro, defende a aprovação do texto atual do PL na próxima semana. Ele, porém, teme mudanças de última hora no documento. “Infelizmente só podemos acreditar no resultado da votação quando ela estiver no Diário Oficial”.
Fonte: Megawhat
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