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Integração de gás do pré-sal na matriz elétrica exige aperfeiçoamento regulatório, diz Shell

Aperfeiçoamentos regulatórios são necessários para permitir maior participação de projetos termelétricos de gás do pré-sal em leilões do governo, avalia Guilherme Perdigão, gerente geral de Novas Energias da Shell.

“A usina de Marlim Azul tem vários elementos que demonstram que é possível integrar o gás do pré-sal na matriz elétrica através da geração termelétrica, mas ela não tem todos. Para uma nova rota, precisamos de novos aperfeiçoamentos”, diz Perdigão.

A Shell participa da joint venture da usina Marlim Azul, primeiro projeto vencedor dos leilões de energia com gás do pré-sal, com um dos custos variáveis unitários (CVUs) mais competitivos entre usinas a gás. Localizada em Macaé (RJ), a planta terá 565 megawatts (MW) e está em construção, com início de operação previsto para 2023.

Segundo o executivo da Shell, um dos grandes diferenciais de Marlim Azul é que ela trabalha com uma infraestrutura existente para escoamento do gás que irá abastecê-la. Para demanda em volumes inferiores, não seria possível “ancorar” uma nova rota, afirma o executivo.

“Tem outros aperfeiçoamentos que precisam ser feitos na própria regulamentação para os projetos poderem participar dos leilões. Hoje, você tem que demonstrar as reservas do gás: é o ovo e a galinha, você não tem o gás ainda, precisa do leilão para ter o cliente, mas para participar do leilão você precisa da reserva. Outro entrave é a comprovação do caminho do gás”, exemplifica.

O governo está de olho nesse tipo de melhoria, afirmou Agnes da Costa, chefe da assessoria especial em assuntos regulatórios do Ministério de Minas e Energia (MME). “Estamos debruçados nesses aperfeiçoamentos, estão na pauta do dia.”

 

Fonte: Valor Online