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Petrobras recebeu mais de uma proposta por Reman, Lubnor e SIX, diz diretora

A diretora de refino e gás natural da Petrobras, Anelise Lara, sinalizou nesta quinta-feira que a companhia recebeu mais de uma proposta pelas refinarias Reman (AM), Lubnor (CE) e SIX (PR).“Não teve só uma proposta, não”, afirmou a executiva, ao ser questionada se cada uma das refinarias havia recebido apenas uma oferta, em evento on-line. A empresa informou na noite de quarta-feira ter recebido propostas vinculantes.

Ela comentou também sobre as expectativas de conclusão da venda das refinarias. Anelise citou que, antes da pandemia de covid-19, a ideia era assinar todos os contratos até o fim deste ano e concluir os negócios até o fim de 2021, mas disse que as dificuldades impostas pela pandemia atrasaram o processo de desinvestimentos.

Dada a complexidade do processo, Anelise afirmou que a Petrobras está focada, neste momento, em conduzir as negociações de forma bem feita, para reduzir riscos de judicialização.

“Isso [processo mal feito] não vai acontecer. Estamos buscando o processo mais robusto possível para esses desinvestimentos”, disse. Sobre o impacto da pandemia na precificação das refinarias, ela afirmou que não acredita que “efeitos isolados” prejudiquem o valoração dos ativos, mas disse que as discussões sobre a transição energética e a revisão das expectativas de preços do petróleo no longo prazo podem influenciar no preço final dos ativos.

“Quem compra uma refinaria não está de olho no curto prazo. Um efeito localizado não muda uma perspectiva de valuation. [ O corte das expectativas de preços de longo prazo e transição energética] influenciam o valuation, mas não é a questão da pandemia não”, disse.

Gaspetro

A diretora afirmou ainda que buscará não só a Mitsui, mas também os governos estaduais, para discutir um novo formato para a venda da Gaspetro – empresa que reúne as participações da estatal nas distribuidoras de gás.

“Vários Estados brasileiros querem vender sua participação nas distribuidoras de gás, o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] está envolvido nisso. Talvez seja o momento de todos sentarmos à mesa para definirmos a saída da [Petrobras] da distribuição de gás de forma mais organizada”, afirmou.

O plano inicial da Petrobras era vender isoladamente a sua fatia de 51% na Gaspetro para um novo operador, mas a empresa decidiu rever o modelo depois da desqualificação da proposta da Compass, da Cosan. Segundo a petroleira, a Compass não atendeu às exigências de desverticalização impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

“Infelizmente a melhor proposta que atendia nosso valuation [valoração do ativo] não pode ser continuada por essas questões que estão no termo de compromisso do Cade e no projeto de lei da Nova Lei do Gás. Poderíamos ter vários problemas na frente”, disse.

No início da semana, Anelise já havia dito que buscaria uma “solução conjunta” com a japonesa Mitsui, que detém 49% do ativo e também pretende sair do negócio. A estatal espera definir, no início de 2021, um novo modelo de venda de seus 51% na Gaspetro.

 

Fonte: Valor Online

 

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