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MP da Eletrobras: estudo indica economia de R$ 8 bilhões por ano com implantação de 6 GW térmicos

Um estudo realizado pela Abegás indica que a contratação de 6 GW de térmicas em leilões de reserva de capacidade, conforme prevista em emenda adicionada na Medida Provisória 1.031/2021, poderá promover economia líquida de R$ 8 bilhões para os consumidores.

A proposta incluída na MP da Eletrobras é uma das que vem despertando debates sobre a conveniência da inclusão no projeto de lei de conversão da privatização da companhia. A proposta prevê a construção de 1 GW em estados do Nordeste e 5 GW repartidos igualmente em estados do Norte e Centro-Oeste, com período de suprimento de 15 anos.

Segundo o estudo, a contratação de térmicas a gás com fator de capacidade mínimo de 70% pode trazer economia próxima de R$ 21 bilhões, enquanto a despesa com esses ativos corresponderia a cerca de R$ 13 bilhões. A associação estima ainda uma queda de 3,3% nas tarifas para o mercado regulado. Já os consumidores livres teriam redução de 5% nas despesas com a compra de energia.

O estudo avalia que a inflexibilidade mínima de 70% reduziria o despacho fora da ordem de mérito de usinas com custos de operação mais elevados. Só neste item, a economia seria de R$ 9 bilhões por ano. Outros R$ 4 bilhões por ano corresponderiam à queda no custo de contratação de energia no Mercado de Curto Prazo. “Isso significar menos volatilidade no preços da energia, em benefício do consumidor”, disse o estudo.

A economia de R$ 21 bilhões se completaria com a mitigação do risco hidrológico (GSF, R$ 4 bilhões por ano), pela economia de recursos destinados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE, R$ 4 bilhões por ano), e pelo aumento da confiabilidade no sistema (R$ 2 bilhões por ano).

O estudo considera um cenário com base no histórico da hidrologia, que segundo o MME, fez com que atualmente o país vivesse a pior situação hídrica em 90 anos. Para calcular a economia, o estudo considerou as despesas com a contratação das térmicas e valoração de benefícios diretos e indiretos no período de janeiro de 2020 a abril de 2021.

Para o presidente da Abegás, Augusto Salomon, o nível dos reservatórios vem se reduzindo nos últimos 10 anos, especialmente a partir de 2014, com riscos para a segurança no abastecimento. O simples temor de falta de energia, avalia, pode travar investimentos futuros.

“A contratação dessas térmicas pode ser um sinal econômico importante para atrair novos negócios, além de promover a integração do setor elétrico com o setor de gás natural”, disse o executivo.

Fonte: EnergiaHoje

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