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Compass arremata Gaspetro

Após idas e vindas, a Compass sagrou-se como a vencedora do processo de aquisição da Gaspetro, informou a Petrobras na quarta-feira (28). Por R$ 2,03 bilhões, a empresa do grupo Cosan adquiriu 51% da holding que possui participação societária em 19 companhias distribuidoras de gás natural.

A conclusão da transação ainda está sujeita ao aval do Cade. A probabilidade do órgão de defesa econômica vetar o negócio, entretanto, é quase nula. Afinal, desclassificada como concorrente pela Petrobras em novembro do ano passado, foi o próprio Cade que readmitiu a companhia paulista no processo.

Na ocasião, o Cade afirmou que “caso seja assinado o contrato de compra e venda de ações, a operação estará sujeita à apreciação, no momento da análise do Ato de Concentração, quanto aos possíveis impactos à defesa da concorrência”.

A Gaspetro foi criada em 1998. Os outros 49% da companhia pertencem à Mitsui Gás e Energia do Brasil, que anunciou a intenção de vender a sua parte.

A Compass Gás e Energia atua em quatro segmentos da indústria de gás natural: distribuição, infraestrutura, comercialização e geração térmica e trading de energia elétrica.

Na distribuição, a Compass detém 79,88% do capital social da Comgás, a maior distribuidora de gás do país.

Na infraestrutura, a Compass possui autorização para construir um terminal de GNL no Porto de Santos, que será conectado à malha de distribuição da Comgás através do gasoduto Subida da Serra.

O gasoduto é alvo de questionamento por agentes de mercado, que o consideram um gasoduto de transporte. “O trajeto percorrido pelo Gasoduto Subida da Serra e o Gasoduto do Terminal deve ser tratado como um gasoduto de transporte único”, diz o ofício da ATGás enviado à ANP.

A Compass também está desenvolvendo o projeto do Rota 4, que prevê, além do gasoduto de escoamento da produção do gás do pré-sal da Bacia de Santos para a Baixada Santista, com capacidade de 15 MMm³/dia, a instalação de uma UPGN naquela região, que será, em princípio, interligada ao gasoduto Subida da Serra.

Fonte: EnergiaHoje

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