No Seminário de Energias Limpas durante o Neo Verde Vision, o gás parece ter sido a estrela. A Naturgy reafirmou desempenhar um papel essencial na transição da matriz energética. Executivos da companhia destacaram o gás natural como um combustível-chave para a segurança energética, além de enfatizarem a infraestrutura existente como plataforma fundamental para a futura adoção em larga escala do biometano no estado. Katia Repsold, country manager da companhia no Brasil, lembrou a importância do gás natural na matriz energética do estado do Rio: “Participamos da transição energética do Rio de Janeiro há mais de 172 anos. O gás natural já é um combustível que reduz as emissões de carbono frente a outros fósseis como carvão, gasolina e diesel, por exemplo. Além disso, nossas redes poderão receber o biometano, quando esta nova fonte alcançar volume de produção compatível com a demanda”.
No painel “O Gás Natural e a Transição Energética”, Rafael Miranda, diretor de Regulação da Naturgy, ressaltou a importância do gás natural para assegurar a confiabilidade do sistema energético, atuando como complemento às fontes renováveis. Segundo o executivo, “o estado do Rio de Janeiro é protagonista na transição energética, graças à sua vocação natural, concentrando mais de 70% da produção nacional de gás natural. Avançamos para uma matriz no setor de geração cada vez mais limpa, mas que requer mecanismos de segurança para o sistema elétrico brasileiro por meio das termelétricas, conforme evidenciado pelo êxito do número de projetos cadastrados no LRCAP 25. Nesse contexto, o gás natural se consolida como elemento essencial da transição energética”.
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de avançar na descarbonização da matriz energética do setor de transporte, priorizando a substituição do diesel utilizado em veículos pesados e no transporte público.
“Até outubro, foram consumidos aproximadamente 50 bilhões de litros de diesel no país. Grande parte desse volume poderia ter sido substituída pelo gás natural, gerando um ativo ambiental para as próximas gerações. Além de ser menos poluente, o GNV permite que toda a estrutura dos veículos adaptados e da rede de distribuição seja aproveitada futuramente para o biometano. Acreditamos que os veículos pesados representam a última fronteira a ser superada no estado do Rio”, disse o executivo. Para reforçar o compromisso com a economia circular e a viabilidade do biometano, a Naturgy contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para realizar um estudo abrangente no estado. “Estamos avaliando o potencial de produção de biometano em cada município e mapeando o mercado industrial que pode utilizar esse combustível. Na etapa final, apresentaremos os resultados e o contexto de cada município”, explicou o diretor.
Fonte: PetroNotícias
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