Uma indústria instalada em Indianápolis (MG) tornou-se a primeira unidade fora do estado de São Paulo a receber gás natural liquefeito (GNL) proveniente do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), localizado no canal de acesso ao Porto de Santos. Para viabilizar o fornecimento a cerca de 700 quilômetros de distância, a Edge — administradora do terminal — estruturou uma operação inédita de transporte rodoviário com carretas criogênicas, substituindo a malha de gasodutos disponível apenas em território paulista.
O CEO da Edge, Demétrio Magalhães, afirmou, em entrevista para A Tribuna, que se trata de um “modelo pioneiro que leva gás natural liquefeito por transporte rodoviário a partir de um terminal de GNL”.
Para isso, de acordo com Magalhães, foi necessário investir na infraestrutura de transporte e armazenagem de GNL. “Fizemos investimentos no cliente, em carretas criogênicas e com um parceiro de logística que leva esse gás para o nosso cliente. Recebemos todas as autorizações para começar essa operação”.
O executivo disse que a companhia assinou um contrato de oito anos com uma empresa de celulose localizada no Triângulo Mineiro para fornecimento de 100 mil m³ por dia de gás natural. “Há dez dias levamos as primeiras carretas para o nosso cliente. É mais um marco para a Edge e para Santos no mercado brasileiro”, celebrou Magalhães.
O produto é transportado em carretas criogênicas próprias, equipadas com tanque de duplo isolamento, capazes de manter o GNL em estado líquido a -162°C, garantindo eficiência e segurança no transporte rodoviário por longas distâncias.
Na planta da empresa de celulose foi instalada uma Unidade Autônoma de Regaseificação (UAR), conectada à rede interna do cliente, assegurando fornecimento contínuo de gás natural.
Ele disse ainda que a operação da Baixada Santista tem capacidade para entregar de imediato até 400 mil m³ por dia.
Autorização
Em janeiro, a Edge obteve autorização da ANP para operar uma balsa de apoio marítimo utilizada para o transporte de caminhões criogênicos até o navio-tanque Höegh Giant, onde ocorre o carregamento de GNL no TRSP.
Fonte: A Tribuna (Santos/SP)
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