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Petrobras lança programas para produzir novos combustíveis e aumentar presença no setor de gás

A semana chega ao fim com duas novidades importantes da Petrobras. A estatal anunciou no início da noite de hoje (18) dois novos programas para os mercados de combustíveis e gás natural. O primeiro deles,  o Biorefino 2030, prevê projetos para a produção de uma nova geração de combustíveis. Já o chamado Gás+ tem por objetivo aumentar a competitividade da Petrobras neste segmento.

Sobre o Biorefino 2030, a iniciativa visa também reduzir em 30% a captação de água em suas refinarias e em 16% a intensidade do carbono do segmento até 2025. “Queremos trazer produtos renováveis para o nosso parque de refino, nos negócios em que temos expertise e que geram valor para a companhia. Por isso, focaremos num parque de refino de excelência, produzindo com alta eficiência energética e  preparado para competir e gerar produtos mais modernos, com inovações tecnológicas que trazem ganhos em termos de redução de emissões não só nas nossas operações, mas em toda a cadeia de valor”, disse a diretora de Refino e Gás Natural da Petrobras, Anelise Lara.

Conforme já noticiamos, a Petrobras já conseguiu avançar com os testes iniciais do diesel renovável, biocombustível produzido a partir de óleos vegetais e com a mesma estrutura do óleo diesel convencional. As suas emissões de gases do efeito são até 70% menores se comparadas ao óleo diesel mineral e 15% em relação ao biodiesel éster. A comercialização depende ainda de regulamentação da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A empresa também está trabalhando na produção do bioquerosene de aviação, que também ajudará a reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Essa é uma resolução da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e o Brasil deverá utilizar esse produto obrigatoriamente a partir de 2027.

A Petrobras também prometeu novos investimentos para aumentar sua produção de diesel S-10, de baixo teor de enxofre, em detrimento do diesel S-500. A companhia diz que fará modernizações em unidades da Reduc, em Duque de Caxias-RJ, e da Revap, em São José dos Campos-SP. Além disso, afirmou que irá construir uma unidade de hidrotratamento de diesel na Replan. “Outra iniciativa em estudo é a integração da Reduc com o Gaslub Itaboraí, que permitirá a produção de lubrificantes de alta qualidade, de nível tecnológico mais avançado”, detalhou a empresa, em comunicado.

NOVO PROGRAMA PARA AUMENTAR COMPETITIVIDADE NO SETOR DE GÁS NATURAL

O segundo programa anunciado é o Gás +. A ideia é colocar em prática medidas para aumentar a competitividade da empresa nesse setor. Para isso, a estatal vai anunciar novas modalidades de comercialização e segmentação de produtos, bem como a prestação de serviços de processamento de gás em suas Unidades de Tratamento.

Em seu terminal de regaseificação de gás natural liquefeito da Baía de Guanabara, a Petrobras está aumentando sua capacidade operacional de 20 milhões para 30 milhões de metros cúbicos por dia. Quando o gasoduto Rota 3 entrar em operação, o que deve acontecer em 2021, será possível escoar até 44 milhões m³/dia de gás natural do pré-sal. “A companhia também está implementando o projeto de adequação da UTGCA (Unidade de Caragutatuba) para capacitá-la a processar até 10 milhões m³/dia de gás do Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, sem necessidade de mistura com gás do Pós-Sal”, acrescentou a empresa.

A Petrobras concluiu dizendo que está modernizando seus ativos de geração termelétrica para melhoria da eficiência energética e redução de emissões, como também, realizando pesquisas com novas turbinas de CO2 em ciclo combinado, aumentando a geração de energia sem captação de água e sem impacto nas emissões. Como já anunciado ao mercado no final do ano passado, a companhia também está em fase inicial de estudos de um projeto de nova termelétrica de alta eficiência e integrada ao Polo Gaslub.

Fonte: PetroNotícias

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