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O Gás Natural e o desenvolvimento regional catarinense, por Willian Anderson Lehmkuhl

Em artigo publicado pelo portal da RCN, o presidente da SCGÁS, Willian Anderson Lehmkuhl, afirma que a infraestrutura de distribuição de gás natural em Santa Catarina iniciou sua operação no ano 2000 atendendo uma das mais antigas indústrias têxteis do estado: a Döhler de Joinville, fundada no final do século XIX.

A infraestrutura de distribuição de gás natural em Santa Catarina iniciou sua operação no ano 2000 atendendo uma das mais antigas indústrias têxteis do estado: a Döhler de Joinville, fundada no final do século XIX. Desde então a SCGÁS, nos primeiros 25 anos de concessão, ultrapassou o número de 300 indústrias ligadas à sua rede, majoritariamente na região litorânea catarinense.

Ao considerarmos que, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), haviam mais de 42 mil indústrias instaladas no Estado em 2018 – responsáveis pela maior participação no emprego formal do país (aproximadamente 34%) – 300 indústrias podem parecer pouco. No entanto, essas centenas de clientes abastecidos com Gás Natural representam, segundo a Fiesc [Federação das Indústrias de SC], por volta de 50% do PIB industrial catarinense, o que acentua o papel do energético para o desenvolvimento de Santa Catarina.

A origem da formação socioeconômica catarinense separou o território em duas grandes regiões: o Planalto, com as grandes propriedades, e a costeira, onde a atividade produtiva e a urbanização se desenvolveram de forma mais acelerada. Foi a partir dessa lógica das marcas históricas da nossa formação que os mais de 1.250 quilômetros de rede de distribuição da SCGÁS foram implantados, atendendo atualmente 16.500 clientes em 64 municípios, em sua maioria da vertente atlântica.

Além do marco das 300 indústrias atendidas e do fortalecimento do segmento automotivo com mais de 108 mil veículos utilizando o GNV, o ano de 2020 nos reservou um momento relevante: por meio de projeto pioneiro chegamos a cidade de Lages com a implantação de uma rede local de abastecimento, antecipando a oferta àquele município.

Temos em curso o maior Pacote de Obras da história da Companhia, com investimentos estimados em mais de R$ 410 milhões até 2024, e em execução um dos maiores projetos de infraestruturas de rede do país: o Serra Catarinense, que iniciou em 2013 para levar o gás natural de Indaial a Lages. Já investimos até o momento mais de R$ 120 milhões – são 80 km de rede implantada, outros 34 km de rede em construção num trecho que vai de Trombudo Central a Pouso Redondo, restando ainda 116 km para chegar até Lages. Ao todo, 13 cidades receberão os 230 quilômetros de rede previstos no projeto.

Mas todas essas realizações nos colocam ainda três importantes desafios, considerando a geografia catarinense e a realidade do nosso mercado: (i) a efetiva interiorização da oferta do Gás Natural; (ii) a ampliação do suprimento frente aos limites da oferta; e (iii) a diversificação do mercado visando aumentar a competitividade desse insumo considerado protagonista na transição para as energias renováveis.

E quais são as alternativas para superá-los? O modelo da rede local de Lages servirá de referência para analisarmos os desafios e viabilidade desse tipo de rede visando a aplicação no Planalto Norte e subsidiando estudos para o extremo Sul, o Oeste e Meio-Oeste visando atender aos ramos alimentícios e de papel e celulose; intensificaremos as análises para o aproveitamento do potencial de biogás/biometano, facilitadas por uma recente cooperação técnica que assinamos com o Cibiogás; apoiamos tecnicamente o projeto de implantação de Terminal de GNL no Porto de São Francisco do Sul; lançaremos ainda nesse ano chamada pública incremental para atender o crescimento do consumo no mercado catarinense e no ano que vem iremos realizar uma nova chamada de aquisição de gás que visa a diversificação dos nossos supridores.

Santa Catarina conta com o Gás Natural para continuar crescendo e se fortalecendo, o que reforça a necessidade de mais investimentos nesse setor de infraestrutura. Com o equilíbrio regulatório alcançado e o desenvolvimento dos aspectos de eficiência administrativa e operacional já em curso, a SCGÁS assume essa direção no segundo e importante período da concessão que nos levará ao pleno desenvolvimento da infraestrutura de gás em 2044.

 

Fonte: RCN – Rede Catarinense de Notícias – Willian Anderson Lehmkuhl

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