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Senador Marcos Rogério é escolhido como relator da MP da Eletrobras

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-AP), bateu o martelo sobre a medida provisória (MP) de privatização da Eletrobras. O nome escolhido para a relatoria é o do senador Marcos Rogério (DEM-RO), que é vice-líder do governo no Congresso Nacional. O Valor apurou que Marcos Rogério se reuniu ontem, inclusive, com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, para discutir o assunto.

A definição acontece após o ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) recusar a tarefa. Alcolumbre era o nome preferido de alguns setores do governo para assumir a função, mas avisou ontem, a interlocutores, que continua contrário à privatização da empresa. Por conta disso, ele não se sentia à vontade para defender o projeto na Casa.

O clima em torno da aprovação da MP não é o mais favorável neste momento. Um dos motivos é o recrudescimento da crise hídrica no país. Em condição de anonimato, os parlamentares admitem receio de que a população associe uma alta na conta de energia com a capitalização da estatal. A bancada do PSD, por exemplo, se reuniu ontem para conversar sobre o tema e chegou à conclusão de que o projeto é “complexo demais” para ser votado sem discussão.

“Há uma necessidade de que o tema seja bem discutido, bem exaurido. Aprovar a toque de caixa nós não vamos”, disse ao Valor o líder do partido no Senado, Nelsinho Trad (MS). Por conta disso, o PSD deve apoiar a realização de audiências públicas sobre o tema, como aquelas propostas pela oposição. O próprio partido deve chamar um consultor especializado no assunto para fazer uma apresentação sobre a MP, aos senadores, na semana que vem.

A posição da legenda contraria os anseios do governo e da equipe econômica, que trabalham para que o texto seja devolvido à Câmara dos Deputados logo após o feriado de Corpus Christi, na semana que vem — isso porque a proposta precisa ser aprovada até 22 de junho para não caducar. No Senado, o PSD costuma ser o fiel da balança em votações controversas. O partido é a segunda maior bancada da Casa, com 11 senadores. Entre eles, há dois senadores de Minas Gerais, Estado que teme ser afetado pela crise hídrica por conta do reservatório de Furnas.

 

Fonte: Valor Online

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