A Petrobras e a Suzano formalizaram um contrato de fornecimento de gás natural para as cinco fábricas da empresa paulista, marcando a estreia da estatal no mercado livre de São Paulo. O acordo contempla as unidades de Jacareí, Limeira, Mogi das Cruzes, Suzano e Rio Verde, que migram este mês para o novo ambiente de comercialização. A Suzano, uma das dez maiores consumidoras de gás natural do país, iniciou a transição ao mercado livre em 2024, inicialmente em suas unidades no Espírito Santo e no Maranhão. Segundo Viviane Lichtenstein, gerente executiva de Suprimentos da Suzano, “a migração para o mercado livre no estado de São Paulo é um passo estratégico para fortalecer nossa competitividade e eficiência energética, e reforça nosso compromisso em fomentar um mercado de gás natural mais flexível, dinâmico e competitivo no Brasil”.
Atratividade
Para a Petrobras, o contrato reforça a atratividade de seus produtos no segmento de gás natural e abre caminho para oferecer soluções de baixo carbono ao parque industrial brasileiro, um ponto central de sua estratégia, diz a empresa. “O mercado industrial consumidor de gás natural em São Paulo é o maior do país e, assim, concentra grandes oportunidades em termos de colocação do gás natural da Petrobras”, diz o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, Maurício Tolmasquim. “Como a possibilidade de captura de sinergias entre Petrobras e clientes, melhores condições e flexibilidades para o atendimento das demandas dessas indústrias e, por fim, maior competitividade para o setor”, completa. A estatal prevê investimentos de cerca de US$ 7 bilhões em projetos de ampliação de infraestrutura e capacidade de oferta de gás nacional, com o objetivo de reduzir a dependência de importações. Além disso, tem disponibilizado contratos mais flexíveis, com variadas durações e indexadores, para atender às diferentes necessidades de seus clientes.
Petrobras na disputa pelo mercado de livre de gás em SP
O mercado livre de gás em São Paulo está em expansão e deve atingir 5 milhões de m³/dia em junho, representando quase metade da demanda industrial do estado. Atualmente, o mercado livre paulista já movimenta cerca de 3,5 milhões de m³/dia, como mostrou a eixos em março. Mais de 40 contratos já foram assinados entre usuários livres e distribuidoras de gás canalizado, e a expectativa é que esse número chegue a 60 em junho. A indústria ceramista tem sido a principal responsável pelo crescimento do mercado livre, mas outros setores, como vidreiro e papel e celulose, também estão aderindo. A Arsesp publicou um novo modelo de contrato (CUSD) para dar mais flexibilidade ao uso da infraestrutura de distribuição por consumidores livres.
Fonte: Eixos
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